| Por: Leopoldo Vieira | O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, culminando no sequestro de Nicolás Maduro, na prática autoriza Rússia e China a realizarem ações análogas em suas zonas de influência — como na Ucrânia ou em Taiwan —, ao mesmo tempo em que testa definitivamente a capacidade de Moscou e Pequim de garantirem a segurança de seus governos aliados e parceiros comerciais nesta nova Guerra Fria. O discurso do presidente Donald Trump, centrado na exaltação da superioridade bélica e na reivindicação do direito de exploração econômica do Hemisfério Ocidental, transmite a mensagem de que a tolerância à influência do Kremlin e de Zhongnanhai na América Latina chegou ao fim. O suposto declínio da hegemonia americana, ao que tudo indica, não será pacífico, e o destino desse processo permanece incerto. (Reprodução/Redes digitais) GROSSA PANCADARIA O fato de a Venezuela deter as maiores reservas de petróleo do mundo e situar-se em uma região relativamente pacificada confer...