| Por: Leopoldo Vieira |
A pesquisa AtlasIntel de 2026 aponta a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários de primeiro e segundo turno, confirmando o favoritismo do petista, em uma disputa já prevista como acirrada entre lulismo e bolsonarismo. Segundo as simulações do levantamento, Lula marca 49% contra 45% do senador Flávio Bolsonaro, do governador Tarcísio de Freitas ou da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Flávio aparece como o principal obstáculo à ascensão de uma candidatura viável de centro ao segundo turno. Já Tarcísio de Freitas, que seria esse nome, permanece, por margem irrisória, como o opositor mais competitivo contra Lula, confirmando pesquisa Quaest: 45,4% do governador; 45% da ex-primeira-dama; e 44,9% do senador.
O estreitamento da diferença entre o presidente e o senador reflete a polarização resiliente e a antecipação do clima eleitoral, fatores que também bloqueiam uma aprovação maior do governo, como a vista em mandatos anteriores.
(Ricardo Stuckert)
O movimento altista da bolsa e baixista do dólar e dos juros futuros, no que é impactado pela AtlasIntel, sinaliza que expectativas por uma “mudança de regime” amigável ao mercado podem melhorar as condições macroeconômicas antes mesmo de se concretizarem, beneficiando o incumbente.
No entanto, esse movimento é predominantemente explicado pelo fluxo de capital estrangeiro, na esteira do risco geopolítico global representado pelas declarações e políticas do presidente americano Donald Trump. O cenário também é influenciado pelo atual patamar da Selic, que beneficia o carry trade, e por apostas de redução sustentada dos juros brasileiros.
Paralelamente, cresceu nas últimas horas a expectativa entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizará a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar, conforme o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. O cancelamento da visita que Tarcísio faria a Bolsonaro, autorizada por Moraes, é interpretado como um indício dessa eventual tendência.
Por volta das 14h, o Ibovespa renova máximas históricas com novo recorde de 170.146,28 pontos, enquanto o dólar cai a R$ 5,32 e os juros futuros recuam.