Tarifaço: establishment pode atravessar rua da soberania para a da anistia
Como falamos, os apelos iniciais por uma "diplomacia cautelosa" embutiram um argumento para tornar o chefe do Poder Executivo brasileiro em obstáculo para o entendimento com a Casa Branca, apesar das manifestações de que não deve retaliar as sobretaxas imediatamente.
Já começaram as manifestações de descontentamento de agentes de setores afetados, da Faria Lima e do grupo de grandes empresários, banqueiros, agricultores, investidores e gestores conhecido como PIB.
Primeiro, diante da imposição de tornozeleira eletrônica a Bolsonaro, uma decisão da Suprema Corte apontada como uma escalada desnecessária em conluio com o Palácio do Planalto. Depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atrasado uma solução porque "elevou o tom" em busca de popularidade. Agora, por ainda não ter telefonado ao presidente americano, Donald Trump.
Recentemente, grandes gestores de investimentos anteciparam que, se os EUA conseguirem fechar acordos comerciais com todos os países tarifados, mantendo somente o Brasil com 50%, inevitavelmente o presidente Lula será responsabilizado.
"TUDO O QUE É SÓLIDO..."
Enquanto isso, um encontro com o próprio Trump já foi ofertado aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para se consagrarem como solucionadores do impasse, segundo relatado pela imprensa. Em troca, abririam caminho para a votação da anistia aos réus de 8 de Janeiro, beneficiando Bolsonaro, e não resistiriam à tramitação dos pedidos de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
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