| Por: Leopoldo Vieira | No próximo ano, alguns vetores interligados tendem a organizar a matriz de risco político brasileira: o início do ciclo baixista da Selic; os desdobramentos do caso do banco Master; os efeitos da amizade entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump; o processo eleitoral; e como o mercado financeiro traduzirá esse conjunto no câmbio, inflação, juros, dívida, crescimento e sustentabilidade fiscal — elementos considerados capazes de influenciar o desfecho de uma disputa que se antevê acirrada, embora com vantagem do incumbente. (Henrique Meirelles/Internet) Juros: “rali” Galipolo Com a Selic encerrando 2025 em 15%, a bolsa brasileira surpreendeu os pessimistas e registrou seu melhor desempenho desde 2016, com valorização de 34%, renovando sua máxima histórica de fechamento 32 vezes ao longo do ano. A principal explicação, de acordo com economistas, reside no protagonismo do capital estrangeiro, que ocupo...